5 de Janeiro, 2026

As Leis Espirituais da Felicidade


Por Taunay Valle


Em um mundo onde a maioria dos países está em crise econômica, com tanta polarização política e
animosidade entre as pessoas, ainda é possível ser feliz?

A felicidade é um hábito que podemos construir e cultivar. Dá um pouco de trabalho, mas vale a pena.

Para começa: ser grato por tudo o que temos e ter um propósito significativo na vida.

Outro ingrediente importante: cultivar emoções positivas. Embora categorizar as emoções como
positivas ou negatigas envolve alguns riscos. Por exemplo, a tristeza nem sempre possui uma
conotação tão negativa como se costuma considerar. Sentir tristeza pela perda de um ente querido,
além de ser natural, é adaptativo, necessário e demonstra a maturidade da pessoa.

Como definir o sentimento de felicidade? A felicidade é um estado de espírito, um estado emocional
e um estado mental. A felicidade está associada a um sentimento de plenitude interna e de bem-estar
psicológico.

O sentimento de felicidade é sentido por aquelas pessoas que valorizam emoções positivas com uma
intensidade moderada de forma frequente.

Levar uma vida plena e consciente é saber entender o momento da vida em que estamos, é sentir o
presente, o aqui e agora.

Devemos ser consciente do que diz nosso coração e das necessidades que temos ao nosso redor.

Há no ser humano uma sede por infinito. Os objetos limitados não podem saciar a sua sede. Portanto,
apenas o estabelecimento na morada do Ser Divino, partícula incognoscível, é que sacia todas as sedes
e anseios.

Na verdade, consciente ou inconscientemente, os seres humanos estão buscando o infinito. Quando,
conscientemente, eles tentam alcançar o Supremo, e para esse fim oram ou mediam, chama-se isto de
dharma, e o esforço envolvido é chamado de prática do dharma. O desejo e a busca do Ser Divino é o
verdadeiro dharma humano.

Visto que a felicidade é uma meta almejada por todos, que o desejo de felicidade não pode ser saciado
sem a realização do infinito e, além disso, que esta realização do infinito é a prática de dharma,
concluímos que a prática de dharma é indispensável para todos os seres humanos.

Seis Chaves (leis) para ser Feliz
Universidade de Harvard

O doutor israelense Tal Ben-Sharhar é especialista em psicologia positiva, uma das correntes mais
presentes e aceitas no mundo, e ele diz que a alegria pode ser aprendida, do mesmo modo uma
pessoa aprende a esquiar ou a jogar golfe: com técnica e prática.

Seguem os seis conselhos principais do professor para ajudar as pessoas a se sentirem afortunadas e
contentes:

1. Perdoa seus fracassos.
E mais: festeje-os! Assim como é inútil se queixar do efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível
tentar viver sem emoções negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a
felicidade e o bem-estar. Aceitando as emoções negativas, conseguiremos nos abrir para desfrutar a
positividade e a alegria. Temos que nos dar o direito de ser humano e perdoar nossas fraquezas.

2. Não veja as coisas boas como garantidas
Mas seja grato por elas. Coisas grande ou pequenas.

3. Pratique esporte
Para que isso funcione, não é preciso malhar numa academia até se cansar. Basta praticar um
exercício suave, para que o cérebro secrete endorfinas, essas substâncias que nos fazem sentir-nos
"drogados" de felicidade

4. Simplifique, no fazer e no trabalho
Já se sabe que quem tenta fazer demais acaba conseguindo realizar pouco, e por isso o melhor é
se concentrar em algo e não tentar tudo ao mesmo tempo.

5. Aprenda a meditar
Esse simples hábito combate o estresse. No longo prazo, a prática regular da meditação ajuda as
pessoas a enfrentar melhor as armadilhas da vida, superar as crises com mais força interior e ser
mais elas mesmas baixo qualquer circunstância.

Treine uma nova habilidade: a resiliência
A felicidade depende de nosso estado mental, não de nossa conta corrente. Nas pessoas, a
resiliência expressa a capacidade de um indivíduo de enfrentar circunstâncias adversas, condições
de vida difíceis e situações potencialmente traumáticas, e recuperar-se, saindo delas fortalecido e
com mais recursos.